quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sessão Nostalgia: Sem inspiração? Talvez

Olá! Tudo bem com você? Espero que sim! :D

Como esses dias eu estava sem nenhuma inspiração para o blog, meu livro no Wattpad e estava meio triste por isso, decidi escrever aqui mais uma poesia da Sessão Nostalgia. O nome é Sem inspiração? Talvez e tem muito a ver com isso que estou vivendo esses dias... Então, espero que gostem!






sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

50 COISAS QUE EU ADORO

Olá! Tudo bem com você? Espero que sim! :D

Hoje eu não vou escrever nenhum texto como das outras vezes e também não é nenhum aviso. Hoje eu quis escrever sobre mim. :)

Mas não falando sobre a minha vida ou o que eu quero fazer e blá blá blá. Eu vou falar 50 coisas que eu adoro. Por quê? Porque estou afim. Não, brincadeira. Vou escrever essas 50 coisas porque através delas vocês vão ter uma ideia (mais ou menos) de como eu sou, penso e essas coisas...

Espero que gostem e se divirtam! (Falei "se divirtam" porque eu sou uma pessoa meio estranha, então vocês podem achar alguma coisa engraçada. kk)

Então vamos lá!





EU ADORO...

1 - Quando acordo e me lembro que não preciso levantar porque estou de férias;

2 - Almoços com comidas "clichês", tipo: bife com batatas fritas, frango com batata doce, carne moída e purê. (Essas combinações são maravilhosas!);

3 - Chuva (menos quando eu estou com alguma sandália que escorrega muito, porque aí o negócio fica complicado. Caio mais que o saldo da minha conta bancária - se ela existisse, né.);

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Será esse só mais um romance? - Segunda Parte (Atualizado)


Antes de ler esse texto você precisa ler a Primeira Parte.




- Olha, eu moro aqui perto. Meu vizinho tem carro, vou pedir a ele que venha buscar sua mãe para levá-la ao médico. Está bem, Safira? É Safira, não é? – Eu disse.

- É sim. Muito obrigada, moço! Sério mesmo. - Assim que ela respondeu, eu saí correndo enquanto gritava:

- Meu nome é Gustavo, moça!



*



Assim que encontrei o meu vizinho, fomos à casa da senhora que eu tinha encontrado na rua.

Ela ainda estava sentada no mesmo lugar com a menina de cabelos azuis por perto. Assim que chegamos, a levamos para o carro e a colocamos no banco de trás com a filha.

Por todo o trajeto Safira agradecia e sua mãe, mal humorada, falava coisas como "Não precisa disso!"; "Safira, você parece minha mãe". Ela era do tipo que  consegue te convencer de qualquer coisa, se você não for muito convicto.


Chegamos ao hospital e a levamos para a emergência. Eu não entrei com elas, mas acredito que ela tenha feito bastantes exames, pois ficaram muito tempo por lá.

Passado esse tempo, somente Safira saiu e foi em nossa direção.

- Como ela tá? - Perguntei, preocupado com a demora.

sábado, 12 de dezembro de 2015

Sessão Nostalgia: Procuro Algo

Olá! Tudo bem com você? Espero que sim!

Hoje eu quero compartilhar com você uma mini poesia escrita por mim há alguns anos. 
Eu estava com um pouco de vergonha de expor alguns de meus textos antigos por achar eles ruins e "pobres", mas aí eu pensei:"Ah! Quer saber? Tô nem aí! Vou postar sim!"; e banquei a rebelde. 

Sim, sou uma rebelde. 

Relendo essa poesia, acabei por encontrar semelhanças incríveis com o blog e o tema principal dele. Parece até que foi algum tipo de "premonição literária"- se é que isso existe-, por isso decidi começar por ela na minha Sessão Nostalgia
Ela é bem pequena e acredito que você perdeu mais tempo nesta minha introdução explicativa do que na própria, então me perdoe e espero que goste.



quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

VOLTEI, MOÇADA!

Olá, queridos leitores!

Venho aqui, depois do que pareciam décadas, informar-lhes que finalmente voltarei a escrever no blog! *0*
Sim! Meu período de estudos incessantes acabou e agora eu tenho tempo e criatividade de sobra pra expôr aqui!

E, é com muita felicidade, que eu digo: Eu voltei e agora pra ficar! :DD

sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Será esse só mais um romance? (Atualizado)

Até hoje, eu tive 12 relacionamentos "sérios" na minha vida. É, eu sei, foram muitos.

Eu sempre fui daquele tipo de cara que tenta algo até conseguir, mesmo que signifique tentar as mesmas coisas várias e várias vezes; e claro, não foi diferente nos relacionamentos.

Quando eu terminei meu primeiro namoro eu fiquei arrasado. Eu não a amava, é claro, tinha apenas 13 anos e durou 9 dias, mas a Primeira foi meu primeiro amor e eu a peguei beijando o garoto que eu menos suportava - um dos valentões do fundamental que tive o desprazer de conhecer. Fiquei triste por um tempo mas, criança como eu era, logo esqueci. E, "parti para outra".

"Parti" para a Segunda. Eu ainda tinha 13 anos, então já deve imaginar que também não durou muito. Duas semanas, para ser mais preciso. Foi ela quem terminou comigo e eu não a culpei, acho que ela percebeu os meus insistentes olhares ainda pairando sobre a Primeira - primeiro amor, sabe como é, demora a passar.

Encontrei a Terceira quando tinha 14 anos e terminamos pelo o mesmo motivo. A Quarta também. As seguintes, até a Nona, por outros motivos tão supérfluos quanto esse. E, assim, foi passando os anos e eu continuei com a “mania” de namorar meninas só por algumas semanas. Até que chegou a Décima.

Ah! A Décima... Era a mais bela, sem dúvida! A conheci através de um dos meus melhores amigos, o Henrique (ela era prima dele). Namoramos por dois meses (record na época) e quase pensei que estava realmente a amando, até que ela disse no nosso aniversário de namoro: "Não dá mais, Gusta. Eu não gosto de você. Desculpa.". E foi embora, sem mais nem menos. E eu fiquei lá que nem um idiota, com um buquê de rosas e chocolate nas mãos. Confesso que fiquei muito deprimido com aquilo, mas que comi o chocolate todo sozinho - algo de bom na história toda.

Depois desse fim de namoro, fiquei um ano e meio sem ter nada com ninguém. Passado esse tempo, conheci a futura Décima Primeira, uma garota do meu estágio. Namoramos por três meses. E, como esperado, "game over" assim como os outros.

Eu estava quase desistindo de tentar amar alguém, mas a Décima Segunda apareceu e me fez querer tentar de novo.
Entretanto...


*


- Bora, Gusta. Levanta logo. - Disse ele invadindo meu quarto como de costume.

- Oi pra você também, Henrique! E valeu, mas eu não estou com ânimo para sair... - Eu disse olhando para o meu computador enquanto jogava.

- Quando você está com ânimo pra sair mesmo? - Disse Michael entrando logo depois.

- Oi também, Michael! Seus bons modos são admiráveis, sabiam? - Eu disse com sarcasmo, ainda jogando.

- Ah! Não enche. Desliga logo esse vício e vamos. - Henrique disse já impaciente.

- Cara, qual a parte do "eu não tô a fim" você não entendeu? - Quando eu acabei de falar, ele veio e puxou a tomada do meu computador. - Ei! Qual foi, Rick?! Eu estava quase passando de fase, seu idiota!

- Não quero saber. Vai trocar de roupa. Ou você prefere que eu vá aí trocar? - Ele disse rindo.
- Me deixem em paz, seus malas! - Eu disse enquanto pegava a tomada do computador e tentava ligá-lo novamente.

- Cara, você precisa sair. Esquece isso, cara. - Disse o Michael, com a voz mais calma que outras vezes.

- Vocês acham que é por causa dela que eu não vou? - Falei forçando uma risada.

- Sim! - Falaram em uma sintonia assustadora e isso só mostra que eles me conhecem muito bem.

- Vocês são uns malas. - Eu suspirei. Nem tentei argumentar, primeiro porque eles estavam certos e segundo porque eles sabiam que eles estavam certos. - Está bem. Me deem 10 minutos.

É complicado ter dois melhores amigos desde a infância. Eles sempre sabem tudo, mesmo que eu tente esconder. E também, sempre sabem o melhor jeito de me tirar de casa, mesmo eu querendo continuar com meus jogos e séries de ficção. 

Embora sejam bastante diferentes de mim, o Henrique e o Michael sempre foram as pessoas que eu mais pude contar. Estiveram comigo em todos os momentos, desde à ajudas pra correr dos valentões da quarta série, até aos abraços durante o enterro do meu pai que morreu há alguns anos. E agora, depois do meu décimo segundo término de namoro, não foi diferente. Lá estavam eles, me chamando para um show de mais uma daquelas bandas que odeio, mas que eles sempre mentem falando que é outra banda e eu acabo indo.

- Caramba, demorou muito! - Disse o Henrique, mal humorado como sempre.

- Cara, a gente vai ficar lá no fundo de novo. - O Michael disse enquanto ria.

- Zangado, hoje você está mais chato que o comum. - Eu disse ao Rick, fazendo menção à sua altura. Quando éramos crianças ele sempre foi o mais alto de nós três, mas na adolescência nós o passamos, e isso virou motivo de brincadeira até hoje. Ele odeia. 

- Tanto faz. - Ele respondeu e saiu. Fomos atrás dele rindo.

Desde o rompimento com a Décima Segunda - Amanda - faz quatro meses que eu não saio de casa sem ser para o trabalho. Para que fique claro, eu não a amava tanto a ponto de me deprimir, na realidade descobri que nem a amava, o que acontece é que foi após esse término que vi que eu não fui feito para o amor... 

O relacionamento com ela durou sete meses e eu até cheguei a pensar que dessa vez daria certo.

Doce ilusão. Estava lá eu novamente, procurando os motivos pelos quais isso sempre acontece comigo.

O fato é que eu estou cansado. Cansado de viver inícios de namoros sempre; cansado de comemorar um mês de novo; cansado de trocar as datas de aniversários por causa dos namoros anteriores; e brigar pelos mesmos motivos; cansado de ter que me afastar de pessoas por causa das minhas ex; e de me olharem diferente por causa delas; cansado de tentar encontrar alguém que eu namore mais que alguns meses; cansado de procurar alguém pra ser feliz comigo pra sempre. 

É, eu realmente acreditava nisso de "Felizes Para Sempre", até que a Amanda chegou e foi embora como as outras fizeram e ela era a minha última tentativa. 

Hoje eu já desisti do amor.



- Cara, eu disse que a gente ia ficar no fundo de novo. - O Michael disse rindo e olhando a cara séria do Henrique.

- Sua culpa, apaixonadinho. – Henrique disse. Eu revirei os olhos.

- Aff. Vai curtir seu show e me deixa, vai! - Eu disse ao Henrique.

- Tchau. - Foi embora sumindo em meio à multidão. Ele sempre foi assim, daquele tipo que some e só volta alguns dias depois. Eu e o Michael já estávamos acostumados e sabíamos que voltaríamos sem ele para casa. E até foi bom, eu já estava enjoado com tantas piadinhas.

Havia muitas pessoas no show, daquelas que eu não me identificava de jeito nenhum e a música, só mais uma daquelas bandinhas "do momento", que me faziam ter mais vontade de estar na minha casa vendo minhas séries... Nada fora do normal.

- Vamos dar uma volta, Gusta? - O Michael começou a falar.

- Claro, qualquer coisa para tirar minha atenção desse barulho. - Eu respondi.

- Você só não está mais chato que o Rick! Só porque não tem solo de guitarra, não quer dizer que seja ruim. - Ele riu. - Mas vamos logo antes que eu me estresse com você. - Eu sorri e fomos. Pensei em responder que qualquer coisa era melhor que aquilo que ele dizia ser música, mas eu acho que ele já sabia essa resposta de cor e salteado, então nem me dei ao trabalho.
Nós demos algumas voltas, encontramos algumas pessoas conhecidas - inclusive uma das minhas ex - algo comum. Ficamos por lá cerca de 1 hora e meia.
Juro, eu não aguentava mais.

O Michael, mesmo entediado, me fez companhia o tempo todo e, para que ele não perdesse mais a noite, decidi ir embora antes de acabar o show - não que fosse só por esse motivo, é claro.

- Vou embora, Mike. - Eu disse.

- Não, cara! Que isso... Fica! Está tão legal... - Era incrível como ele não conseguia fingir.

- Deixa de ser mentiroso! Está escrito na sua cara que você está com tédio. Se eu for embora agora, pelo menos você pode se juntar ao Rick e virar a noite por aí. - Eu sorri.

- É sério que quer ir?
- Ainda pergunta?

- Vai lá, Rick Filho. - Eu gargalhei e fui embora.

A casa de shows ficava a 1 km da minha casa, então decidi voltar andando. 

Era 11 horas da noite e eu ia tranquilamente por uma rua meio deserta, até que ouvi um grito.
Parei e olhei em volta, não vi ninguém; até cheguei a pensar que era alguma assombração fazendo piada com a minha cara, mas não era. 
Era uma senhora caída no chão. Assim que a vi, corri em sua direção e perguntei assustado:

- A senhora está bem? O que houve?

- Eles me bateram! Me ajude a ir para casa! - Ela estava com um corte na cabeça.

- Quem te bateu? - Perguntei enquanto ligava para alguma ajuda.

- Os bandidos.

- Fica tranquila. Eu estou ligando para a ambulância. - Quando eu disse isso, ela repousou sua mão no meu braço e disse:

- Não precisa. Só me ajude a chegar em casa. Minha filha faz enfermagem. - Eu desliguei o celular.

- Está bem, senhora.

Fomos caminhando por alguns metros enquanto ela me indicava o caminho. A casa dela era bem próxima àquela rua. Assim que chegamos, ela me deu a chave dela para que eu abrisse seu portão e nós entramos. Uma menina de cabelo curto e com mechas azuis estava sentada na varanda lendo. Quando nos viu se assustou e caiu. Se não fosse uma ocasião ruim, aquilo teria sido engraçado.


- Mãe! O que aconteceu?! Quem é você?!

- Calma, Safira. Ele me ajudou. Fui assaltada na Rua 16. Agora, pare de escândalo e venha cuidar do ferimento. - Eu achei engraçada a calma daquela senhora naquele momento e como ela passou essa tranquilidade para a menina de cabelos azuis também.

- Está bem, mãe. Senta aqui. - Ela ajudou a senhora a se sentar e depois sorriu para mim. Eu sorri de volta um pouco sem graça.

- Mãe, eu vou ter que dar pontos. Mas depois iremos ao hospital para fazer o raio-x. - Ela disse à senhora que respondeu zangada:

- Que hospital o que! Eu estou bem. Termine logo isso para eu fazer um café para o moço. - Eu ri.

- A senhora é muito teimosa! - A menina disse, depois olhou para mim. - Olha moço, não dá confiança para a minha mãe não. Não ri, senão ela vai achar que tá certa! - Eu ri, de novo.

- Desculpa, mas foi engraçado.

- Não esquenta, menino. A Safira está brincando. - A senhora falou comigo e eu sorri. Depois do curativo pronto, ela tentou se levantar, mas se desequilibrou e quase caiu, o que nos fez ter mais certeza que ela precisava mesmo ir ao médico. E rápido.

- Viu, mãe?! A senhora tem que ir já! Mas como vamos te levar sem carro? - Ela olhou na minha direção procurando alguma solução.

- Olha, eu moro aqui perto. Meu vizinho tem carro, vou pedir a ele que venha buscar sua mãe para levá-la ao médico. Está bem, Safira? É Safira, não é? – Eu disse.

- É sim. Muito obrigada, moço! Sério mesmo. - Assim que ela respondeu, eu saí correndo enquanto gritava:


- Meu nome é Gustavo, moça!





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Nota da autora:
Parei por aqui por alguns motivos:

  1. Está muito grande e pode ficar cansativo para você;
  2. Queria que conhecesse melhor a história do Gusta;
  3. Vai ter Segunda Parte;
  4. Gosto de deixar um mistério no ar.
Nota da autora 2:
Agora sobre o texto: Ele foi feito baseado na música Último Romance de Los Hermanos, escolhida por Ana Cristina. Espero ter encontrados as palavras certas... E sim, foi difícil. Muito. rs

Nota da autora 3:
Para quem quiser ouvir a música é só clicar aqui. E divirta-se. 




Estou imensamente feliz por alguém estar lendo isso. Tenha um(a) lindo(a) dia/tarde/noite e principalmente, sorria! :)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Avisos Importantes!

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim! :)

Gostaria de avisar que, infelizmente, vou dar pausas bem longas entre as novas publicações. Senti que após a criação do blog, algumas áreas, sobretudo a estudantil, foram afetadas... Isso aconteceu porque fico muito ansiosa com os textos e acabo por esquecer outras coisas. E também, sou muito detalhista, o que faz com que não me sinta satisfeita com histórias "meia boca" e acabo por escrever histórias muito longas, demorando a publicação das mesmas. Como ainda não me adequei a isso tudo, vou dar essas pausas entre as histórias. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Meu aplicativo favorito: Wattpad

Olá! Hoje você não vai ler nenhum texto reflexivo ou romântico como os de antes, okay? Na verdade, vou falar um pouco sobre meu aplicativo favorito: Wattpad.






Se alguém estiver lendo isso, eu acredito que, das duas, uma: ou você gosta muito de ler, ou é algum amigo meu. Bem provável que seja a segunda, mas prefiro a ilusão da primeira; então, já que acredito que goste realmente de ler, você vai amar esse aplicativo tanto quanto eu amo.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Serei eu bela ou feia aos outros olhos?

- O que você tem, Isa?
- Nada, Vovó. - Isabela abaixou a cabeça.
- Me fala. O que você tem? - Segurei em seu rosto e o levantei.
- Uns problemas na escola...
- O que houve?
- São umas meninas da minha sala. Elas disseram que eu sou feia.
- O quê!? Elas disseram isso?
- Sim. Eu só não falei nada antes, porque elas só estavam dizendo a verdade... - Abaixou a cabeça novamente.
- Verdade!?
- Sim, Vó. Que eu sou feia. - Eu abaixei e a olhei nos olhos.
- Escute! Nunca deixe ninguém dizer que você é feia! Você é linda!
- Mas é a verdade! Eu sei que eu sou feia.
- E se eu te mostrar o contrário?
- Eu duvido, Vovó.
Pedi para que Isa fosse tomar banho e almoçar, para que depois eu pudesse contar uma história que talvez a faria pensar diferente... Assim que acabou, a supliquei que não me interrompesse por nada, e mesmo com muita relutância, ela disse que assim faria.


*

Ela era magra com uma estatura mediana; tinha cabelos loiros cumpridos até a cintura; um rosto límpido e um pouco rosado; dois olhos verdes bem claros; boca carnuda; nariz levemente arrebitado; orelhas, que de tão pequenas quase não eram vistas; e os dentes, mais alinhados que um trilho de um trem. Poderia facilmente ser considerada a mais linda, não é?

Na verdade, não era. Ela era considerada a aberração do seu planeta.

domingo, 20 de setembro de 2015

Sei lá

Sei lá. 
Era assim que eu me sentia: sei lá. 
Todos os dias vivia as mesmas coisas, cumprimentava as mesmas pessoas com as mesmas palavras, sorria automaticamente... Tudo igual. 
Monotonia? Era meu segundo nome. O meu primeiro nome era "Muita". Sim, eu me sentia assim a todo momento. Se eu era feliz? Acho que é uma pergunta retórica... Me senti assim por tanto tempo que nem ao menos me lembro como isso tudo começou e, sinceramente, nem quero lembrar... Mas não estou aqui para contar como eram meus animados dias e também, nem teria muito o que contar. 

Gostaria de compartilhar o primeiro dia atípico da minha vida.

Em um dia especialmente único aconteceu algo que eu não esperava. Seguia a minha rotina "sei lá" como sempre. Acordei, fiz minha higiene pessoal, tomei café e saí de meu apartamento às 7:30 h como de costume. Porém, ao cumprimentar o ascensorista, percebi que não era o Senhor José como das outras vezes, e era sim o meu vizinho a quem nunca tinha falado, só visto. Achei estranho, então perguntei:
- Bom dia. Onde está o Senhor José? - Ele me olhou, sorriu só de um canto do rosto e depois abaixou a cabeça. Então respondeu:
- Bom dia. Ele teve que ir embora, pois sua esposa passou mal de novo. - Eu me assustei, pois nem sabia da existência dessa esposa e nem que ela tinha passado mal antes. Fiquei triste, mas a curiosidade me fez perguntar:
- Hum... Que pena. Por que você está aqui e não o outro ascensorista?
- Eu me ofereci para ficar no lugar dele enquanto o outro não chegasse para que ele pudesse ir logo. - Ele disse. Quando acabou de falar, tudo ficou escuro e ouvimos um barulho.

terça-feira, 15 de setembro de 2015

O lado bom da chuva - Parte 3


O encontro

Desde que a convidei para almoçar, aguardei ansiosamente a chegada de sábado para finalmente encontrá-la, a minha linda Roberta (sim, eu sei que ela ainda não é minha Roberta, mas logo será - assim espero).

Como hoje não trabalho, pensei em sair para comprar flores antes de encontrá-la. Fui a várias floriculturas de onde eu moro procurando as flores certas e nenhuma das que eu via se parecia com ela. Nenhuma era tão bonita.
Depois de um bom tempo de procura percebi que já estava atrasado (para variar) e acabei não levando nenhuma flor. Corri em direção ao ponto de ônibus e esperei... esperei... esperei... e nada do ônibus passar. Quando ele por fim estacionou para eu subir, já haviam se passado 34 minutos e eu só tinha 50 minutos restantes para chegar ao restaurante que ela escolheu. Até daria tempo de chegar, se não tivesse ocorrido um acidente no caminho que criou um engarrafamento.
Percebi ali que seria um dia sem sorte.

Cheguei na rua do restaurante depois de 1 hora no trânsito e corri em direção a ele - como se isso fosse diminuir muito o meu atraso -, encontrei Roberta sentada no chão em frente a porta do restaurante que estava fechado. E apesar de minha surpresa ao encontrá-la no chão, me perdi em outros pensamentos mais importantes como, por exemplo, o fato dela ser ainda mais linda do que me lembrava e como eu adorava, a partir daquele momento, vê-la usando vermelho... Só então senti que era necessário dizer algo - e não só ficar olhando -, então falei:

sábado, 5 de setembro de 2015

O lado bom da chuva - Parte 2


Dia ruim? Talvez

Eu estava caminhando quando, do outro lado da avenida, vi um "chapéu" semelhante... Tentei olhar com mais cuidado para que não fosse um engano e, felizmente, não era. Roberta estava do outro lado da rua andando rápido em meio às pessoas.
Comecei a gritar, chamá-la e depois a correr. Atravessei na faixa de pedestres e estava ficando bem próximo a ela. Consegui alcançá-la e, quando eu ia colocar a mão em seu ombro, ouvi um barulho muito alto que fez com que... eu acordasse. 
Sim, era meu despertador. E para piorar a situação, eu caí da cama ao tentar desligá-lo.
“Ótimo jeito de começar o dia, Caio”, falei para mim mesmo.

Essa foi a segunda vez que sonhei com Roberta desde que nos vimos pela primeira/única/última vez, e isso faz duas semanas. Acho que nunca mais a verei, infelizmente. Tenho que me lembrar da próxima vez  de anotar o número da garota e não o contrário. Mas, também, eu fui muito sonhador em achar que aquela menina linda ligaria para mim. A vida tem dessas coisas.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O lado bom da chuva


O dia

Todas as minhas maiores alegrias aconteceram enquanto estava chovendo.
Para se ter uma ideia, enquanto eu tentava fugir de uma tempestade, em uma tarde de quarta-feira, entrei em uma loja inaugurada há alguns meses a fim de me afugentar. Como a chuva estava demorando a passar, decidi comprar alguma coisa lá.
Comprei um chiclete e, passando pelo caixa, uma música começou a tocar muito alto e muitas pessoas ficaram em volta de mim; o gerente, que era uma delas, disse que eu era o cliente 10.000 e portanto, ganharia R$1.000.
Sim, eu ganhei R$1.000 comprando um chiclete.
Alguns meses depois, numa segunda-feira qualquer, por volta das seis horas da tarde, me deparei com um dos piores temporais que já tinha visto e, para melhorar a situação, enquanto eu caminhava na chuva meus sapatos ficaram escorregadios. Tão escorregadios  que acabei caindo no meio da praça por onde passava todos os dias na volta para casa, e antes que eu pudesse esbravejar toda a minha raiva, ainda no chão, avistei uma bolsa embaixo de um dos bancos da praça. Peguei-a e olhei procurando documentos, porém não havia nenhum.
O que tinha dentro da bolsa? Dois ingressos de um show da minha banda favorita, que por sinal já estavam esgotados há meses. 
E sim, foi o melhor show da minha vida.

*

Eu poderia contar aqui todas as façanhas que as chuvas, das mais bravas às mais mansas, fizeram por mim, todavia contarei a mais importante: o dia em que conheci a menina dos olhos de avelã.

*


Estava voltando do trabalho, como fazia todos os dias, quando a chuva começou a cair. Começou devagar e eu pensei que daria tempo de chegar ao ponto de ônibus sem me molhar muito, mas eu estava errado. 
Quando virei a esquina da rua onde estava, caiu tanta água que pensei que eu desmancharia.
Tentei correr, mas não conseguia ver direito; tentei procurar algum lugar para ficar, mas as lojas já haviam fechado. Foi então que decidi aceitar o meu "destino" e ir caminhando na chuva mesmo. 

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Montanha Russa

Olá! Estou aqui, assim como você, procurando palavras.

Um mini texto escrito por mim para aqueles que estão passando por um momento difícil. Espero que seja o que estava procurando.


Montanha Russa

Às vezes, há momentos em que pensamos em desistir de tudo. Problemas familiares, desentendimentos entre amigos, uma vida profissional/estudantil não tão promissora ou um amor turbulento faz-nos pensar que há algo de errado em como estamos vivendo. Entretanto, existe uma frase que escutei há algum tempo que diz: "Depois de uma noite escura, vem um lindo amanhecer.", e mesmo que ao amanhecer você se depare com a chuva, pode ser que demore dias, mas o sol sempre estará de volta... Assim é a vida, uma incrível montanha russa, que nos momentos em que estamos caindo nos dá um frio na barriga e nos faz pensar:"E se eu cair?"; e logo depois estamos lá em cima de novo com a linda vista de todo o parque com aqueles rostos felizes. Então, não se deixe levar e nem afundar pelos momentos difíceis, sinta-se grato pois tem a oportunidade de vencer cada um dos obstáculos e aprender cada vez mais a como ser feliz.
          
           Graciele Santana




Estou imensamente feliz por alguém estar lendo isso. Tenha um lindo(a) dia/tarde/noite e principalmente, sorria! :)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Palavras ao nascer do sol

Olá! Estou aqui, assim como você, procurando palavras.

Aqui está um breve texto de um amigo que leu meus posts anteriores. Não pude perder a oportunidade de compartilhar com vocês a forma como ele enxerga as palavras e as estrelas. Espero que gostem!



Palavras ao nascer do sol

"Palavras. Juntas descrevem, soltas podem apenas expressar... Quem sabe até mesmo julgar!
Não importa. Se expresse. Crie um monólogo. Nunca deixe de se expressar, pois as palavras dão essa chance de você dizer quem é, sem nem precisar ir à África e capturar um leão tão feroz para se comparar a tal... Você tem uma oportunidade que as estrelas não tem: elas apenas brilham! Porém, note que ao olhá-las, através de seu brilho, você consegue escrever qualquer coisa, mesmo que não haja palavras que definam tal brilho. Elas te encorajam a escrever algo que poderá acompanhar o nascer do sol!"

Wallace Ramos





Estou imensamente feliz por alguém estar lendo isso. Tenha um lindo(a) dia/tarde/noite e principalmente, sorria! :)

domingo, 30 de agosto de 2015

Procuram-se palavras

Olá! Estou aqui, assim como você, procurando palavras.

Independentemente quais sejam, todos interagem com as palavras. Algumas boas de ouvir, outras ruins de se ler, palavras que, talvez, sejam até difíceis de dizer... Porém, são todas palavras.

Já parou para pensar na riqueza que cada uma tem e como o seu significado nos afetam?

É por esta razão que procuro-as. Na verdade, procuro as palavras certas. Aquelas que estamos carentes de ouvir/ler, aquelas que nos fazem sorrir/crescer. As palavras que são exatamente aquilo que precisamos em alguns momentos da vida ou mesmo mais algumas daquelas bobagens que nos faz rir de cair no chão, porque é só isso que necessitamos. Aquelas palavras que fazem-nos lembrar momentos bons e aconchegantes ou refletir sobre alguns que não foram tão bons assim... Sim, são essas palavras que eu procuro. Espero encontrá- las junto com você.




Estou imensamente feliz por alguém estar lendo isso. Tenha um lindo(a) dia/tarde/noite e principalmente, sorria! :)

Ps.:Sou "novata" em quesito blog, então perdoem-me quaisquer erros, por favorzinho. ><
Ps.2: Aguardem uma linda poesia na próxima postagem.
Ps.3: Gostou do texto? Vá em "Página Inicial" que lá tem mais. s2