sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Será esse só mais um romance? (Atualizado)

Até hoje, eu tive 12 relacionamentos "sérios" na minha vida. É, eu sei, foram muitos.

Eu sempre fui daquele tipo de cara que tenta algo até conseguir, mesmo que signifique tentar as mesmas coisas várias e várias vezes; e claro, não foi diferente nos relacionamentos.

Quando eu terminei meu primeiro namoro eu fiquei arrasado. Eu não a amava, é claro, tinha apenas 13 anos e durou 9 dias, mas a Primeira foi meu primeiro amor e eu a peguei beijando o garoto que eu menos suportava - um dos valentões do fundamental que tive o desprazer de conhecer. Fiquei triste por um tempo mas, criança como eu era, logo esqueci. E, "parti para outra".

"Parti" para a Segunda. Eu ainda tinha 13 anos, então já deve imaginar que também não durou muito. Duas semanas, para ser mais preciso. Foi ela quem terminou comigo e eu não a culpei, acho que ela percebeu os meus insistentes olhares ainda pairando sobre a Primeira - primeiro amor, sabe como é, demora a passar.

Encontrei a Terceira quando tinha 14 anos e terminamos pelo o mesmo motivo. A Quarta também. As seguintes, até a Nona, por outros motivos tão supérfluos quanto esse. E, assim, foi passando os anos e eu continuei com a “mania” de namorar meninas só por algumas semanas. Até que chegou a Décima.

Ah! A Décima... Era a mais bela, sem dúvida! A conheci através de um dos meus melhores amigos, o Henrique (ela era prima dele). Namoramos por dois meses (record na época) e quase pensei que estava realmente a amando, até que ela disse no nosso aniversário de namoro: "Não dá mais, Gusta. Eu não gosto de você. Desculpa.". E foi embora, sem mais nem menos. E eu fiquei lá que nem um idiota, com um buquê de rosas e chocolate nas mãos. Confesso que fiquei muito deprimido com aquilo, mas que comi o chocolate todo sozinho - algo de bom na história toda.

Depois desse fim de namoro, fiquei um ano e meio sem ter nada com ninguém. Passado esse tempo, conheci a futura Décima Primeira, uma garota do meu estágio. Namoramos por três meses. E, como esperado, "game over" assim como os outros.

Eu estava quase desistindo de tentar amar alguém, mas a Décima Segunda apareceu e me fez querer tentar de novo.
Entretanto...


*


- Bora, Gusta. Levanta logo. - Disse ele invadindo meu quarto como de costume.

- Oi pra você também, Henrique! E valeu, mas eu não estou com ânimo para sair... - Eu disse olhando para o meu computador enquanto jogava.

- Quando você está com ânimo pra sair mesmo? - Disse Michael entrando logo depois.

- Oi também, Michael! Seus bons modos são admiráveis, sabiam? - Eu disse com sarcasmo, ainda jogando.

- Ah! Não enche. Desliga logo esse vício e vamos. - Henrique disse já impaciente.

- Cara, qual a parte do "eu não tô a fim" você não entendeu? - Quando eu acabei de falar, ele veio e puxou a tomada do meu computador. - Ei! Qual foi, Rick?! Eu estava quase passando de fase, seu idiota!

- Não quero saber. Vai trocar de roupa. Ou você prefere que eu vá aí trocar? - Ele disse rindo.
- Me deixem em paz, seus malas! - Eu disse enquanto pegava a tomada do computador e tentava ligá-lo novamente.

- Cara, você precisa sair. Esquece isso, cara. - Disse o Michael, com a voz mais calma que outras vezes.

- Vocês acham que é por causa dela que eu não vou? - Falei forçando uma risada.

- Sim! - Falaram em uma sintonia assustadora e isso só mostra que eles me conhecem muito bem.

- Vocês são uns malas. - Eu suspirei. Nem tentei argumentar, primeiro porque eles estavam certos e segundo porque eles sabiam que eles estavam certos. - Está bem. Me deem 10 minutos.

É complicado ter dois melhores amigos desde a infância. Eles sempre sabem tudo, mesmo que eu tente esconder. E também, sempre sabem o melhor jeito de me tirar de casa, mesmo eu querendo continuar com meus jogos e séries de ficção. 

Embora sejam bastante diferentes de mim, o Henrique e o Michael sempre foram as pessoas que eu mais pude contar. Estiveram comigo em todos os momentos, desde à ajudas pra correr dos valentões da quarta série, até aos abraços durante o enterro do meu pai que morreu há alguns anos. E agora, depois do meu décimo segundo término de namoro, não foi diferente. Lá estavam eles, me chamando para um show de mais uma daquelas bandas que odeio, mas que eles sempre mentem falando que é outra banda e eu acabo indo.

- Caramba, demorou muito! - Disse o Henrique, mal humorado como sempre.

- Cara, a gente vai ficar lá no fundo de novo. - O Michael disse enquanto ria.

- Zangado, hoje você está mais chato que o comum. - Eu disse ao Rick, fazendo menção à sua altura. Quando éramos crianças ele sempre foi o mais alto de nós três, mas na adolescência nós o passamos, e isso virou motivo de brincadeira até hoje. Ele odeia. 

- Tanto faz. - Ele respondeu e saiu. Fomos atrás dele rindo.

Desde o rompimento com a Décima Segunda - Amanda - faz quatro meses que eu não saio de casa sem ser para o trabalho. Para que fique claro, eu não a amava tanto a ponto de me deprimir, na realidade descobri que nem a amava, o que acontece é que foi após esse término que vi que eu não fui feito para o amor... 

O relacionamento com ela durou sete meses e eu até cheguei a pensar que dessa vez daria certo.

Doce ilusão. Estava lá eu novamente, procurando os motivos pelos quais isso sempre acontece comigo.

O fato é que eu estou cansado. Cansado de viver inícios de namoros sempre; cansado de comemorar um mês de novo; cansado de trocar as datas de aniversários por causa dos namoros anteriores; e brigar pelos mesmos motivos; cansado de ter que me afastar de pessoas por causa das minhas ex; e de me olharem diferente por causa delas; cansado de tentar encontrar alguém que eu namore mais que alguns meses; cansado de procurar alguém pra ser feliz comigo pra sempre. 

É, eu realmente acreditava nisso de "Felizes Para Sempre", até que a Amanda chegou e foi embora como as outras fizeram e ela era a minha última tentativa. 

Hoje eu já desisti do amor.



- Cara, eu disse que a gente ia ficar no fundo de novo. - O Michael disse rindo e olhando a cara séria do Henrique.

- Sua culpa, apaixonadinho. – Henrique disse. Eu revirei os olhos.

- Aff. Vai curtir seu show e me deixa, vai! - Eu disse ao Henrique.

- Tchau. - Foi embora sumindo em meio à multidão. Ele sempre foi assim, daquele tipo que some e só volta alguns dias depois. Eu e o Michael já estávamos acostumados e sabíamos que voltaríamos sem ele para casa. E até foi bom, eu já estava enjoado com tantas piadinhas.

Havia muitas pessoas no show, daquelas que eu não me identificava de jeito nenhum e a música, só mais uma daquelas bandinhas "do momento", que me faziam ter mais vontade de estar na minha casa vendo minhas séries... Nada fora do normal.

- Vamos dar uma volta, Gusta? - O Michael começou a falar.

- Claro, qualquer coisa para tirar minha atenção desse barulho. - Eu respondi.

- Você só não está mais chato que o Rick! Só porque não tem solo de guitarra, não quer dizer que seja ruim. - Ele riu. - Mas vamos logo antes que eu me estresse com você. - Eu sorri e fomos. Pensei em responder que qualquer coisa era melhor que aquilo que ele dizia ser música, mas eu acho que ele já sabia essa resposta de cor e salteado, então nem me dei ao trabalho.
Nós demos algumas voltas, encontramos algumas pessoas conhecidas - inclusive uma das minhas ex - algo comum. Ficamos por lá cerca de 1 hora e meia.
Juro, eu não aguentava mais.

O Michael, mesmo entediado, me fez companhia o tempo todo e, para que ele não perdesse mais a noite, decidi ir embora antes de acabar o show - não que fosse só por esse motivo, é claro.

- Vou embora, Mike. - Eu disse.

- Não, cara! Que isso... Fica! Está tão legal... - Era incrível como ele não conseguia fingir.

- Deixa de ser mentiroso! Está escrito na sua cara que você está com tédio. Se eu for embora agora, pelo menos você pode se juntar ao Rick e virar a noite por aí. - Eu sorri.

- É sério que quer ir?
- Ainda pergunta?

- Vai lá, Rick Filho. - Eu gargalhei e fui embora.

A casa de shows ficava a 1 km da minha casa, então decidi voltar andando. 

Era 11 horas da noite e eu ia tranquilamente por uma rua meio deserta, até que ouvi um grito.
Parei e olhei em volta, não vi ninguém; até cheguei a pensar que era alguma assombração fazendo piada com a minha cara, mas não era. 
Era uma senhora caída no chão. Assim que a vi, corri em sua direção e perguntei assustado:

- A senhora está bem? O que houve?

- Eles me bateram! Me ajude a ir para casa! - Ela estava com um corte na cabeça.

- Quem te bateu? - Perguntei enquanto ligava para alguma ajuda.

- Os bandidos.

- Fica tranquila. Eu estou ligando para a ambulância. - Quando eu disse isso, ela repousou sua mão no meu braço e disse:

- Não precisa. Só me ajude a chegar em casa. Minha filha faz enfermagem. - Eu desliguei o celular.

- Está bem, senhora.

Fomos caminhando por alguns metros enquanto ela me indicava o caminho. A casa dela era bem próxima àquela rua. Assim que chegamos, ela me deu a chave dela para que eu abrisse seu portão e nós entramos. Uma menina de cabelo curto e com mechas azuis estava sentada na varanda lendo. Quando nos viu se assustou e caiu. Se não fosse uma ocasião ruim, aquilo teria sido engraçado.


- Mãe! O que aconteceu?! Quem é você?!

- Calma, Safira. Ele me ajudou. Fui assaltada na Rua 16. Agora, pare de escândalo e venha cuidar do ferimento. - Eu achei engraçada a calma daquela senhora naquele momento e como ela passou essa tranquilidade para a menina de cabelos azuis também.

- Está bem, mãe. Senta aqui. - Ela ajudou a senhora a se sentar e depois sorriu para mim. Eu sorri de volta um pouco sem graça.

- Mãe, eu vou ter que dar pontos. Mas depois iremos ao hospital para fazer o raio-x. - Ela disse à senhora que respondeu zangada:

- Que hospital o que! Eu estou bem. Termine logo isso para eu fazer um café para o moço. - Eu ri.

- A senhora é muito teimosa! - A menina disse, depois olhou para mim. - Olha moço, não dá confiança para a minha mãe não. Não ri, senão ela vai achar que tá certa! - Eu ri, de novo.

- Desculpa, mas foi engraçado.

- Não esquenta, menino. A Safira está brincando. - A senhora falou comigo e eu sorri. Depois do curativo pronto, ela tentou se levantar, mas se desequilibrou e quase caiu, o que nos fez ter mais certeza que ela precisava mesmo ir ao médico. E rápido.

- Viu, mãe?! A senhora tem que ir já! Mas como vamos te levar sem carro? - Ela olhou na minha direção procurando alguma solução.

- Olha, eu moro aqui perto. Meu vizinho tem carro, vou pedir a ele que venha buscar sua mãe para levá-la ao médico. Está bem, Safira? É Safira, não é? – Eu disse.

- É sim. Muito obrigada, moço! Sério mesmo. - Assim que ela respondeu, eu saí correndo enquanto gritava:


- Meu nome é Gustavo, moça!





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Nota da autora:
Parei por aqui por alguns motivos:

  1. Está muito grande e pode ficar cansativo para você;
  2. Queria que conhecesse melhor a história do Gusta;
  3. Vai ter Segunda Parte;
  4. Gosto de deixar um mistério no ar.
Nota da autora 2:
Agora sobre o texto: Ele foi feito baseado na música Último Romance de Los Hermanos, escolhida por Ana Cristina. Espero ter encontrados as palavras certas... E sim, foi difícil. Muito. rs

Nota da autora 3:
Para quem quiser ouvir a música é só clicar aqui. E divirta-se. 




Estou imensamente feliz por alguém estar lendo isso. Tenha um(a) lindo(a) dia/tarde/noite e principalmente, sorria! :)

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Avisos Importantes!

Olá, pessoal! Tudo bem com vocês? Espero que sim! :)

Gostaria de avisar que, infelizmente, vou dar pausas bem longas entre as novas publicações. Senti que após a criação do blog, algumas áreas, sobretudo a estudantil, foram afetadas... Isso aconteceu porque fico muito ansiosa com os textos e acabo por esquecer outras coisas. E também, sou muito detalhista, o que faz com que não me sinta satisfeita com histórias "meia boca" e acabo por escrever histórias muito longas, demorando a publicação das mesmas. Como ainda não me adequei a isso tudo, vou dar essas pausas entre as histórias. 

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Meu aplicativo favorito: Wattpad

Olá! Hoje você não vai ler nenhum texto reflexivo ou romântico como os de antes, okay? Na verdade, vou falar um pouco sobre meu aplicativo favorito: Wattpad.






Se alguém estiver lendo isso, eu acredito que, das duas, uma: ou você gosta muito de ler, ou é algum amigo meu. Bem provável que seja a segunda, mas prefiro a ilusão da primeira; então, já que acredito que goste realmente de ler, você vai amar esse aplicativo tanto quanto eu amo.