sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Cego

Olhar comprometido pela dor
Sorriso apagado
Punhos cerrados
Sentir aquilo era aterrorizante
Agoniante era ver só um escuro
E tudo perder sua cor


Cego
Não enxergava mais nada além dele mesmo
Por dentro um lugar solitário
Por fora somente ruídos, cochichos, alguns comentários...
"Você ainda está vivo. Seja grato!"
Mas em sua mente faltava espaço
Estava ocupado, pensando:

"Cego...
Antes fosse de nascença
Melhor que sentir essa abstinência
Essa saudade de ver a luz...
É como receber um imenso tesouro
E só se dar conta de seu valor quando não mais o possui."

Pobre cego
Nem pode "ver pelo lado bom"
Não enquanto quiser viver assim
Teria que enxergar com outros olhos
Mas, infelizmente, já decretou seu próprio fim:
Terá apenas a companhia dos sons
E a solidão da vida que escolheu pra si.





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Olá, caçador(a) de palavras! 
Espero que tenha entendido o que quis passar... 
Não estava falando da cegueira propriamente dita e sim da que nós mesmos criamos quando escolhemos nos afundar no que mais nos atormenta. 
E não, não é uma crítica ruim a quem se deixa passar por isso. Eu também deixo isso acontecer comigo, então, quem sou eu mesmo, né? Mas hoje eu comecei a pensar em como eu ando me deixando abater por muitas coisas e esquecendo de ver que existe mais do que tudo isso pra mim.
E. cara, ninguém precisa escolher viver assim... É difícil? Sim. Mas o que custa tentar? Nós temos o poder de mudar nossa própria situação de um jeito que mais ninguém pode fazer.
Se você se identificou com isso tudo que falei, saiba que você é forte o suficiente pra passar por isso e muito mais!

Beijos doces.

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