quarta-feira, 14 de junho de 2017

Depois

Duas semanas depois de uma crise de ansiedade

Esse é o pior horário. Onde as engrenagens do meu corpo vão desacelerando e a minha mente começa a silenciar.
Os pensamentos corriqueiros vão perdendo lugar para os mais profundos e, quando me dou conta, estou paralisada.

Respirar fundo parece não fazer mais efeito. Fechar os olhos parece ser pior, pois a realidade que vejo não está mais ali pronta pra me colocar no chão de novo.
Dou lugar as emoções, aquelas esquecidas há muito tempo, e elas preenchem-me por completo, como um temporal de verão, impetuoso.

A dor em meu peito não é mais parecida a alguns dias atrás. Ela está diferente, menos intensa, porém parece mais perigosa que antes. Como aquela dor de cabeça frequente que "resolvemos" com algum dorflex e que amanhã sabemos que estará de volta.

Os pensamentos trazem consigo um medo de algo que não sei dizer e de tão assustador não me deixa pensar em mais nada, mesmo que eu não saiba sobre o que estou pensando, de que eu tenho medo. É a partir daí que começa os questionamentos sobre a sanidade.

O ciclo se inicia. Pensamento, dor, medo (não nessa ordem necessariamente). Um leva ao outro, um aumenta o outro. A única coisa que interfere essa conexão é a memória.
Pensar em momentos felizes tira o foco das coisas ruins por alguns momentos e traz, até, um pouco de paz. Fora isso, dormir - bom, até que sentir essas coisas nesse horário não é de todo mal, então.

Ia escrever mais, a dor de cabeça começou... Fica pra outro dia.

-> Só quero que saiba que se você passa por algo assim, VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO(A)! Se precisar conversar, estou aqui.

procuramsepalavras@hotmail.com


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